XML de nota fiscal

Transforme a pasta de XMLs de nota fiscal em planilha

Você tem uma pasta com centenas de XMLs de NF-e e precisa de uma tabela: número, data, destinatário, valor, impostos. Abrir arquivo por arquivo não é opção. Esta página explica como fazer isso de uma vez, o que costuma sair errado no caminho, e o que quase nenhuma ferramenta faz.

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O que é o XML da nota fiscal

O XML é o documento fiscal de verdade. O DANFE, aquele papel ou PDF que todo mundo chama de nota, é só uma representação para leitura humana. O que vale para a SEFAZ, o que precisa ser guardado por cinco anos e o que contém todos os dados é o arquivo XML.

Ele é feito para máquina ler. Abrir no navegador mostra um emaranhado de etiquetas, e é por isso que a primeira coisa que se quer fazer com uma pasta de XMLs é justamente transformá-la em algo legível: uma planilha.

O que sai na planilha

Uma linha por nota, com os campos que se usa no dia a dia:

O arquivo sai em CSV com ponto e vírgula e vírgula decimal, que é o que o Excel em português abre com dois cliques, sem assistente de importação e sem virar tudo numa coluna só.

Os três erros que estragam a planilha

1. Somar nota cancelada

O cancelamento não está dentro do XML da nota. Ele vem num arquivo separado, de evento, que referencia a chave de acesso. Quem lê só os XMLs de nota e ignora os eventos soma no faturamento notas que foram canceladas, e o mesmo acontece com os impostos. O total fecha errado para mais, e é difícil perceber olhando a planilha.

2. Contar o mesmo XML duas vezes

É comum o mesmo arquivo estar salvo duas vezes: um veio do emissor, outro veio por e-mail, outro estava no ZIP do portal. Se a leitura conta por arquivo em vez de contar por chave de acesso, a mesma nota entra duas vezes e o faturamento infla.

Repare que isso é diferente de duplicidade de verdade, que é o mesmo número aparecendo com chaves diferentes. Essa segunda situação é grave e precisa ser apontada.

3. Perder o CNPJ e a chave de acesso

A chave de acesso tem 44 dígitos. O Excel olha para uma sequência longa de números e decide que é um número, converte para notação científica e descarta os dígitos finais. O dado se perde na abertura do arquivo, sem aviso. A exportação precisa marcar esses campos como texto, senão a coluna mais importante da planilha chega inutilizável.

E a parte que quase nenhuma ferramenta faz

Somar XML é aritmética, e várias ferramentas gratuitas fazem isso bem. Mas quando você tem a pasta inteira lida, aparece uma pergunta que a soma não responde: a numeração está inteira?

A numeração da NF-e é sequencial por emitente, modelo e série. Se a nota 1.042 não aparece em lugar nenhum, ou o XML se perdeu, ou aquele número nunca virou nota e precisa ser inutilizado junto à SEFAZ. Nos dois casos é pendência que aparece em fiscalização.

Aqui a pasta é conferida junto com a leitura, e cada número ausente é classificado em vez de ser acusado:

Nota cancelada, aliás, não abre buraco: o número foi usado e a sequência continua íntegra. Um relatório que trate cancelamento como falta enche a tela de alarme falso.

Ver as regras da conferência

Como usar

Não precisa instalar nada, e funciona com NF-e (modelo 55) e NFC-e (modelo 65). Notas de entrada ficam de fora da conferência de numeração, porque a numeração delas é do fornecedor e não sua.

Sobre os seus arquivos

Os XMLs são lidos em memória e descartados assim que o relatório fica pronto: nenhum arquivo fiscal é gravado em disco. O relatório, esse sim, fica guardado na sua conta, para você reabrir o mês passado sem subir tudo de novo.

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A primeira conferência é gratuita e completa, sem corte no relatório. Depois são R$ 15 por mês, sem limite de arquivos.